A perpetuidade da incerteza
Como eu enxergo o futuro?
Talvez como o mar.
Revolto, incerto, relativo
Regredindo e avançando
Mas nunca estável e definitivo
Cíclico.
A história sempre se repete
Ganharemos em algo
E perderemos em outro.
O futuro será costurado
Dobrado, amarrado, cortado
Sobre fatos passados.
Ele não será perfeito
Nada é
Nada pode ser
Tudo possui seus defeitos.
Mas defeitos são necessários
Para aprendermos.
Pensar sobre o futuro
Me transtorna
(Um pouco)
Pois percebo
Que não tenho certeza de nada
Tudo é um grande ponto de interrogação
Sim, tenho medo do futuro.
O que realmente importa?
Vale a pena?
Vai dar tudo certo?
Vai ficar tudo bem?
Vejo-me cercado de dúvidas
Porém, algumas perguntas
Não possuem resposta.
E se possuíssem
Não entenderíamos.
Teremos que aprender
A lidar com isso.
O instante é efêmero.
E o que me faz sentir vivo
São os detalhes da vida.
E o meu maior medo
É perder estes detalhes
Com o tempo.
Mas afinal, eu não sei
Nem você.
Somente temos nossas indagações
E quem somos nós, afinal
Para afirmar com certeza?
Só o tempo dirá.
– Porém talvez seja este o ciclo: regredir e avançar; regredir e avançar; regredir e avançar
Olavo Torres – Colégio João Paulo I – JPSul 8º Ano – Anos Finais