A Efermidade do mundo
O normal é estarmos juntos.
Seguindo uma mesma jornada
O tempo passa e ando em conjunto
Sempre com as mãos entrelaçadas
O normal é estarmos juntos?
Nessa mesma infindável jornada
O tempo para e, assim, pergunto
Seguimos, realmente, de mãos encontradas?
É normal estarmos juntos.
Desconexos, de mãos vendadas
O tempo corre e já não entendo nada
Acho que nunca mais verei o conjunto.
Estarmos juntos não é o normal.
Isolados, de mãos afastadas
O tempo não volta e me vejo num umbral
O coração denunciador já não revela o mal
Perdido, desolado; em meio ao nada
(Agora leia de baixo para cima.)
Arthur Batista – 3ª Série EM JPSul